Fotos

Mostrando postagens com marcador Braille. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Braille. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de maio de 2013

CURSO BÁSICO NA ÁREA DA DEFICIÊNCIA VISUAL



Começa segunda dia 13/05/2013 às 13 h, curso Básico na área da Deficiência Visual.
Local: CAP ESTADUAL DE UBERABA -
          Escola Estadual Professor Alceu Novaes/ CAP
          Av. Dr. Hélio Luíz da Costa, 865









quarta-feira, 24 de abril de 2013

Projeto "Perceber sem Ver" - CAP Estadual de Uberaba / MG

Projeto "Perceber sem Ver" 
Turma do 5º e 6º ano da nossa Escola E. P. Alceu Novaes / CAP - e alguns profissionais da educação da nossa escola, vivenciando a Sala Tátil.




















terça-feira, 24 de maio de 2011

A História de Louis Braille.

Todo mundo tem ouvido falar sobre o Sistema "Braille" para os cegos. Mas, poucas pessoas sabem porque ele é chamado Braille ou quem era Louis Braille.
Foto de Louis Braille No ano de 1812, Louis Braille era um menino.
Vivia ele em Coupvray uma pequena cidade a 40 Km de Paris-França. O pai de Louis tinha uma loja, onde se fabricavam artigos de couro. Um dia em que brincava na referida loja, tendo em uma das mãos uma sovela, instrumento cortante, caiu, enterrando a ponta do instrumento em um dos olhos. Mais tarde, contudo, tornou-se cego dos dois olhos. Embora tivesse apenas sete ou oito anos, já era obrigado a andar com uma bengala. O povo de sua cidadezinha se apiedava, quando o via tão pequeno completamente cego, seguindo seu caminho pelas ruas com uma bengala, a fim de encontrar sua direção.
Poucos anos depois Louis entrou para uma escola para cegos em Paris, Lá aprendeu a ler, isto é, aprendeu a reconhecer as vinte e seis letras, sentindo-as com os dedos. Mas as letras tinham muitas polegadas (cerca de 20cm de largura e altura). Este era naturalmente um sistema muito primitivo de ler. Um artigo pequeno enchia inúmeros livros e cada livro pesava 8 ou 9 libras (3,624 Kg a 4,077Kg). Mais tarde, Louis tornou-se professor nesta escola. Ele, todavia, ansiava por encontrar um sistema de leitura bem melhorado para o cego, mas isto não era fácil. Um dia, em visita à sua casa, ele disse a seu pai: "as pessoas cegas são as mais isoladas do mundo. Eu posso descrever um pássaro distinguindo-o de outro pelo som. Eu posso conhecer a porta de uma casa sentindo-a com a minha mão. Mas há inúmeras coisas que eu não posso ouvir nem sentir. Somente os livros podem libertar os cegos. Mas não há livros para lermos".
Um dia, porém, estava ele sentado em um restaurante com um amigo, que o ouvia ler, pacientemente, um artigo de um jornal. Este artigo era sobre Charles Barbier um capitão do Exército, que tinha um sistema de escrever, o qual podia ser usado no escuro. Ele o chamava Escrita da Noite (night-writing).
Na Night-Writing o capitão usava um sistema de pontos e traços. Os pontos e traços eram construídos no papel, assim a pessoa podia sentí-los com seus dedos. Quando Louis ouviu falar sobre isto, tornou-se muito excitado. Começou a falar e a soluçar.
- "Por favor Louis", disse seu amigo. "O que há? Todos estão olhando para você".
- "Finalmente eu encontrei a resposta para o problema do cego", disse. "Agora o cego pode ser livre".
No dia seguinte Louis foi orientar-se com o Capitão do Exército e perguntou-lhe sobre seu sistema. O Capitão explicou-lhe que usava um punção ou estilete, instrumento com ponta afiada para fazer os furos e tracinhos num papel grosso. Uma pessoa qualquer poderia sentir os furos e traços no outro lado do papel. Certas marcas significavam uma coisa, outras marcas, outras coisas. O instrumento que o capitão usava era do mesmo tipo, que o ferira quando brincava há tantos anos antes.
- "Estou certo de poder usar este sistema, disse Louis, para ajudar as pessoas cegas a ler e lhes dar livros".
Este foi um maravilhoso dia para Louis. Mais tarde ele começou a estudar este novo sistema para usá-lo com o cego.
Estudou diferentes maneiras de fazer os furos e traços sobre o papel. Finalmente, conseguiu um sistema simples, no qual usava seis furos em diferentes posições dentro deste espaço. Ele podia fazer 63 combinações diferentes. Cada combinação indicava uma letra do alfabeto ou uma pequena palavra. Havia também combinações para indicar marcas de pontuação, etc. Breve, Louis escreveu um livro usando o Sistema Braille".
Primeiramente o povo não acreditou, que o Sistema de Louis Braille fosse possível ou prático. Uma vez Louis falou diante de um grupo de pessoas. Ele lhes mostrou como podia escrever fazendo estes furos no papel quase ao mesmo tempo que alguém lesse alguma coisa para ele. Mas não lhe deram crédito. Afirmavam ser impossível fazer isso. Disseram inclusive que Louis decorava o que lhe ditavam. Em toda parte era a mesma coisa, as pessoas não acreditaram nele. Em alguns casos por uma razão ou por outra, eles não queriam acreditar. Até o Governo Francês não queria ouvir nada sobre o Sistema de Louis. Disseram que já estavam fazendo todo o possível para o cego.
Louis continuou sempre a trabalhar com seu Sistema.
Agora ele já era um homem doente. Cada ano tornava-se mais doente. Porém, trabalhava e trabalhava com seu Sistema para torná-lo melhor.
Ele construiu um Sistema de pontos para Matemática e Música. Um dia, uma moça que nascera cega, tocava piano, magnificamente, diante de um grande auditório. Todos se encantaram. Então, a moça lhes disse que não deveriam agradecê-la, por tocar tão bem. Deveriam fazê-lo a Louis Braille, só ele tornou possível o seu aprendizado e sua perfeição no piano. Ela lhes disse também que naquele momento Louis Braille era um pobre homem cansado e doente. Ele estava às portas da morte. Subitamente, depois de tantos anos todos começaram a se interessar pelo Sistema de Louis Braille. Os jornais escreveram artigos sobre ele. O Governo interessou-se também pelo Sistema de leitura para cegos. Amigos foram visitá-lo contando o que acontecera. Louis começou a chorar alto, dizendo:
- "Esta é a terceira vez em minha vida que eu choro. A primeira, quando tornei-me cego. A segunda, quando ouvi falar sobre "night-writing" e agora porque sei que minha vida não foi um fracasso."
Poucos dias depois Louis Braille morre. Tinha, ao falecer, somente 43 anos de idade.

Extraído de The Story of Louis Braille

terça-feira, 3 de maio de 2011

Evolução



O processo de Inclusão evolui gradativamente. A partir de maior interesse dos governantes e da própria sociedade a promoção de melhorias através de investimentos que beneficiam a concretização de projetos como: a capacitação de professores, a publicação de impressos por empresas públicas e privadas, investimentos na construção de novas salas, e compra de equipamentos, viabilizam a realização da sonhada Inclusão.
Por meio do esforço e da coragem da diretora Regilene Aparecida Silva de Vasconcelos da Escola Estadual “Professor Alceu Novaes”/CAP – Uberaba ao efetuar a sistematização dos atendimentos, onde inclusive já havia alunos com deficiência visual sendo alfabetizados, verifica-se grandes avanços.
Foi um passo significativo para o “projeto de inclusão”, onde os alunos gozam de maior acesso aos recursos disponibilizados pela Escola. Podemos citar, por exemplo, os computadores e a internet, e a convivência entre professores e demais alunos com ou sem deficiência.
Outros grandes passos, foram a construção do prédio do Núcleo de Produção Braille, a aquisição de mais uma impressora médio porte para agilizar a produção do livro didático. Simultaneamente ocorreram cursos para professores nas áreas de leitura e escrita Braille e Avaliação Funcional da Visão, além de outras ações.
Tudo isso, para benefício da educação.

Adilsson Antonio da Silva
Revisor de Livros em Braille
Núcleo de Produção Braille – E. E. “Professor Alceu Novaes”/CAP

Acessibilidade comunicacional da pessoa cega



A leitura liberta e possibilita exercermos nossa cidadania, pois unimos pensamento, informação e ação. Por meio dela nos tornamos cultos, informados, conhecedores da língua escrita (regras ortográficas e gramaticais) e podemos participar com maior segurança da vida em sociedade. Lendo um livro descobrimos horizontes nunca imaginados e visitados, desenvolvemos o poder imaginário, ampliamos nossa comunicação e nos capacitamos à produção escrita.
A cegueira impossibilita o contato com o mundo da palavra escrita e desencadeia a falta de informação por esse meio, influenciando negativamente na construção de conceitos e na alfabetização da pessoa cega, que por muito tempo teve que estudar e buscar sua qualificação pessoal e profissional por meio da oralidade e da boa vontade de outras pessoas que enxergavam. O acesso ao material em Braille pode vir a assegurar uma melhor adaptação da pessoa cega no contexto escolar, sendo uma possibilidade de independência na aquisição do conhecimento.
Lemos (1999) afirma que “a experiência da leitura visual ou tátil não pode ser substituída pela audição de textos lidos por outra pessoa. Estar apto a escrever os seus pensamentos, em tinta ou em Braille, possibilita à mente humana ter um espelho à sua frente”.
A criação do sistema Braille em 1825 demonstra que a necessidade de oferecer instrumentos de comunicação para os cegos começou desde muito tempo. O sistema de Louis Braille conseguiu transformar a vida daqueles que passaram a expressar-se mais, tiveram maior contato com a informação, e hoje conseguem comunicar-se por meio do registro escrito.
A criação desse sistema e sua utilização universal representam um marco na garantia de acessibilidade comunicacional para as pessoas cegas no que se refere à aquisição da leitura e escrita. Consequentemente, o material impresso em Braille, no caso específico o livro, é uma grande conquista, uma vez que além de ser uma possível fonte de aprendizagem, pode garantir a participação social e cultural por intermédio da leitura.
Ainda, com a criação e expansão dos CAPs (Centro de Apoio Pedagógico) que através da produção de materiais pedagógicos (livros didáticos, textos, etc. em Braille), os alunos cegos passaram a ampliar seus horizontes tendo uma maior acessibilidade aos conteúdos trabalhados em sala de aula.
O livro é o registro escrito do que existe a nossa volta, por ele descobrimos quais são as mais recentes descobertas científicas, nos informamos sobre a história, a literatura, a matemática, a constituição, etc., e adquirimos conhecimento.
Hoje, com a revolução da internet e os avanços tecnológicos o acesso à cultura se tornou fácil e prático, mas não podemos deixar de reforçar que o material em Braille se constitui uma rica fonte de aprendizado e formação cultural e profissional da pessoa cega.

Maria Emilia Santana Azevedo Oliveira
Transcritora e adaptadora de livros em Braille
Núcleo de Produção Braille – E. E. Professor Alceu Novaes/CAP