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terça-feira, 3 de maio de 2011

Baixa Visão: Avaliação Funcional da Visão e Estimulação Visual



Uma pessoa é considerada que tem baixa visão quando apresenta:

 Alteração da capacidade funcional da visão (o que é isto?) é a decorrência de inúmeros fatores isolados, ou seja, baixa acuidade visual significativa, redução importante no campo visual, alterações corticais ou sensibilidade aos contrastes que interferem ou que limitam o desempenho visual do indivíduo (BRASIL, MEC/SEESP, 2006).

            Portanto uma pessoa que apresenta baixa visão é de suma importância que ela realize uma Avaliação Funcional da Visão (AFV), que tem por finalidade observar qual o resíduo visual e como ele está sendo utilizado em sua funcionalidade. A Avaliação Funcional da Visão deve ser realizada, preferencialmente, pelo pedagogo especializado na área da deficiência visual.
A capacidade funcional da visão ou visão funcional refere-se à interação da percepção visual e do ambiente, ou quão bem as pessoas enxergam em suas vidas cotidianas (exemplo: no trânsito, no trabalho, na escola ou no lazer) em níveis variáveis de iluminação.
A visão funcional inclui muitas funções, como a visão central ou acuidade visual, sensibilidade à luz, aos contrastes e movimentos, percepção de cores, visão periférica (que nos ajudam a perceber objetos em nossa visão lateral), além de processos interpretativos.
            Concluída a AFV o próximo passo caso seja necessário é iniciar a Estimulação Visual (EV)
A estimulação visual consiste em utilizar a visão residual que a criança possui, proporcionando exercícios específicos que se baseiam no funcionamento visual com o objetivo de alcançar o mais alto desempenho possível desse resíduo visual.
Quando se fala em funcionamento visual parte-se então, da primeira função óptica que está relacionada ao processo de fixação, focalização, mobilização e acomodação. A segunda função óptica é a perceptiva que diz respeito à concentração nas tarefas visuais para discriminação, reconhecimento, identificação e memória visual. A terceira função óptica é a perceptivo viso-motora que compreende o trabalho óculo manual com as funções perceptivas.

Quando é atendido alunos em fase escolar, faz-se necessário orientar o professor regente quanto às dificuldades visuais de seu aluno, além de repassar as adaptações necessárias para um bom rendimento acadêmico. São algumas delas:
  • Observar a posição em que o aluno irá sentar na sala de aula;
  • Nível de iluminação;
  • Necessidade de materiais adaptados como caderno pautado, livro ampliado, lápis 3B, 4B ou 6B;
  • Contornar os materiais com caneta de ponta porosa;
  • Níveis de contraste;
  • Necessidade de mesa inclinada.

Professora: Andreza Moreira Ferreira
Professora Especialista em Deficiência Visual, AFV e EV
CAP Estadual de Uberaba/MG

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Materiais disponíveis - MEC - Deficiência Visual


-Introdução
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/introducao.pdf

Dificuldade de Comunicação e Sinalização (surdocegueira/múltipla deficiência sensorial)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdosegueira.pdf

Dificuldade de Comunicação e Sinalização (deficiência visual)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciavisual.pdf

DEFICIÊNCIA VISUAL
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf


ADAPTAÇÕES CURRICULARES (o que é?)
http://www.bancodeescola.com/verbete5.htm

ADAPTAÇÕES CURRICULARES DE GRANDE PORTE
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha05.pdf

ADAPTAÇÕES CURRICULARES DE PEQUENO PORTE
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000449.pdf

ESPECÍFICOS DEFICIÊNCIA VISUAL
Orientação e Mobilidade: conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual (2003)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ori_mobi.pdf

A construção e o conceito de número e o pré-soroban (2006)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/pre_soroban.pdf

Grafia Braille para a Língua Portuguesa (2006)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiaport.pdf

Grafia Braille para Informática
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiainfo.pdf

Orientação e Mobilidade - Conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ori_mobi.pdf

 ECA - Estatuto da criança e do Adolescente

Artigo - Orientação e Mobilidade

“Uma pessoa cega, que se movimenta bem, com eficiência e segurança, e que é um bom trabalhador, está na firme posição para se tornar um empregado bem sucedido e, ainda, na medida em que demonstra sua competência, derruba as barreiras para o emprego de outras pessoas cegas.” Ponchillia, Ponchillia AFB, 1999
 
Artigo – Orientação e Mobilidade

- O que é? Conceituar – segundo fulano (ano)

- Descrição da modalidade de atendimento

- Objetivos

- Resultados

- Onde o serviço é encontrado?

- Profissionais

Este trabalho é resultado de uma pesquisa teórica baseada em: Novi (1996), Brasil (2002), Brasil (2003), Kill; Ponder (1976), Felippe (....) e também de um estudo de caso de três alunos com deficiência visual que foram atendidos no serviço de Orientação e Mobilidade. Este serviço é destinado às pessoas que apresentam deficiência visual.
A Deficiência visual se evidência em duas alterações a baixa visão e a cegueira. A baixa visão é a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados ou associados tais como: baixa  acuidade visual significativa, redução importante do campo visual, alterações corticais e/ou de sensibilidade aos contrastes que interferem ou limitam o desempenho visual do indivíduo. (HUGONNIER et all, (1989, p. 9).
A perda da função visual pode ser em nível severo, moderado ou leve, podendo ser influenciada também por fatores ambientais inadequados. A cegueira é a perda total da visão até a ausência de projeção de luz.
Do ponto de vista educacional, deve-se evitar o conceito de cegueira legal (acuidade visual igual ou menor que 20/200 ou campo visual inferior a 20º no menor olho), utilizada apenas para fins sociais, pois não revelam o potencial visual útil para execução de tarefas. (HUGONNIER ET all, 1989, p. 10) segundo Hill e Ponder (1976) orientação e mobilidade é a capacidade que o indivíduo tem para abstrair e concretizar as técnicas oferecidas na mobilidade e evidenciá-las na prática. Na orientação o individuo tem a habilidade de perceber o ambiente que o cerca, estabelecendo as relações corporais, espaciais e temporais com esse ambiente, através dos sentidos remanescentes. A orientação do deficiente visual é alcançada através da utilização da audição, aparelho vestibular, tato, consciência sinestésica, olfato e visão residual nos casos de pessoas portadoras de baixa visão.
Mobilidade é a capacidade ou estado inato do indivíduo de se mover reagindo a estímulos internos ou externos em equilíbrio estático ou dinâmico.
Conforme Brasil (2001) a orientação  e mobilidade se faz por meio de atendimento educacional especializado e constitui apoio aos professores da rede de ensino comum. Facilitando a independência, a locomoção e o uso adequado das técnicas permitindo nesse processo que o educando, cego ou de baixa visão, adquira a capacidade de se locomover de se orientar em diversos espaços com autonomia confiança em si, domínio pessoal, condições favoráveis à sua inclusão social.
Conforme Brasil (2002), a O M tem como objetivo geral proporcionar à pessoa cega ou de baixa visão independência, autonomia na locomoção e autoconfiança, como elementos favorecedores de sua inclusão social, nas mais variadas situações e ambientes, utilizando-se para isto de técnicas específicas adquiridas por meio de aplicação e aprendizagem em vivenciais contextualizadas colaborando conseqüentemente despertando na sociedade a aceitação  e valorização das pessoas com deficiência visual.
Com a utilização de um programa individualizado, mas com a possibilidade de atividades em pequenos grupos, com a efetiva participação da família, de outros profissionais, observando-se a idade, interesse, necessidade, experiência e características da deficiência (cegueira congênita e adquirida, baixa visão e deficiências associadas).
A o m possibilita que a pessoa com deficiência visual desenvolva habilidades e capacidades de tal forma que se torne capaz de:
. Conhecer, sentir, perceber e se relacionar afetiva e efetivamente com seu próprio corpo;
. Usar, o máximo possível e de forma segura, a capacidade funcional de sua visão residual (nos caso de pessoas portadoras de baixa visão).
. Perceber e se relacionar eficientemente com o espaço, assim, como os objetos, sons e odores significativos do ambiente, através da utilização dos sentidos remanescentes:
.Utilizar adequadamente as técnicas com o guia vidente;
. Empregar adequadamente e com eficiência as técnicas com a bengala longa;
. Empregar com segurança e eficiência as técnicas de auto-proteção ;
. Estabelecer contato adequado com as pessoas em geral;
. Locomover-se com segurança, eficiência e adequação por áreas internas e externas com características das mais diversas, assim como utilizar os meios de transporte.
Hill e Ponder (1976) consideram, que quando a pessoa com deficiência visual pensa onde está, onde quer chegar e como fazer para alcançar seus objetivos, ela já venceu a etapa dos Pré – requisitos básicos *As cognitivos: Aquisição e concretização de conceitos; natureza dos objetos e ambientes; uso e função dos objetos, pensamento lógicos; solução de problemas e tomada de decisão retenção e transferência; abstração e generalização.
b) Psicomotores: Movimentos básicos fundamentais (locomotores, não locomotores e manipulativos); capacidades perceptivas. (discriminação sinestésica, tátil, visual, auditiva, olfativa  e coordenações olho/mão olho/pé ouvido/mão, ouvido/pé); capacidades físicas; habilidades e destrezas motoras.
c) Emocionais; atitudes; motivação; valores auto imagem e auto confiança.
            As habilidades básicas a serem desenvolvidas como programa de O M são: a) as técnicas com a utilização do guia vidente.
b) Técnicas de auto proteção:
No exercício da docência vivi experiência com alunos deficientes visuais que me fizeram perceber a importância da O M para a independência e inclusão dessas pessoas, porém vejo a necessidade de me basear nos relatos desses alunos atendidos no programa para ilustrar o que acabo de afirmar.
      “No ano de 2004 atendia o aluno Jair, que com sua enorme vontade de aprender nos deu muitas alegria.
      Foi um adulto oprimido de estímulos vivia fechado em um quarto e não saía nem para fazer suas refeições.
      Com  persistência e vontade de vencer deu seus primeiros passos após doze meses de treinamento, descobriu pistas e pontos referenciais que o levou a perceber em um crescimento o caminho certo e preciso que o levou ao ponto de ônibus, onde utilizaria o transporte rodoviário.
Então disse:
- Graças a Deus aprendi o caminho do ponto de ônibus, minha maior vontade era caminhar sozinho e não depender dos outros.
- Em outra experiência com baixa visão tive um aluno com o nome de José não caminha com independência porque não sabia utilizar seu resíduo visual tinha dificuldade para perceber obstáculos e estabelecer sua posição em reação ao meio ambiente.
      Após dois meses de treinamento conquistou sua autonomia e independência para ir e vir.
      No último dia de atendimento me disse:
- Como é bom ter independência, conquistar o mundo ir para onde eu quiser sem precisar de ninguém.
      São algumas as experiências vividas por mim e que foram inesquecíveis.

      O que o serviço de Orientação e Mobilidade proporcionou a você?
      O serviço de O M constitui um recurso pedagógico fundamentalmente importante na vida da pessoa sem visão. Pois esse recurso permite o domínio do espaço territorial utilizado por nós em diferentes ambientes.
      Talvez seja o mais significativo conhecimento que pode integrar a nossa vida. (Flávio)

Considerações finais

A convivência e o trabalho com alunos que apresentam deficiência visual me fizeram perceber que o ponto central da Orientação e Mobilidade diz respeito à conquista da liberdade por essas pessoas.
      A possibilidade de ir e vir com segurança, autonomia e independência faz com que a pessoa com deficiência visual sinta-se mais realizados e acima de  tudo extremamente feliz por ter atingido uma meta que parecia ser muito difícil. É importante destacar também a melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

Clarice Martins de Fátima Morais
Professora CAP - Uberaba MG

            Como você deve comportar-se diante de uma pessoa que tem deficiência visual
Ofereça ajuda sempre que um cego(a) parecer necessitar.   Mas não ajude sem que ele(a) concorde. Sempre pergunte  antes de agir.  Se você não souber em quê e como ajudar,   peça explicações de como fazê-lo. Para guiar uma pessoa cega, ela deve segurar-lhe pelo braço, de preferência no cotovelo ou no ombro. Não a pegue pelo braço; além de perigoso, isso pode assustá-la.  À medida que encontrar degraus, meios fios e outros obstáculos, vá orientando-a. Em lugares muito estreitos para duas pessoas caminharem lado a lado, ponha seu braço para trás de modo que a pessoa cega possa lhe seguir. Ao sair de uma sala, informe o(a) cego(a); é desagradável para qualquer pessoa falar para o vazio. Não evite palavras como "cego", "olhar" ou "ver"; os (as) cegos(as) também as usam. Ao explicar direções para uma pessoa cega, seja o mais claro  e específico possível. Não se esqueça de indicar os obstáculos que existem no caminho que ela vai seguir. Como algumas pessoas cegas não têm memória visual, não se esqueça de indicar as distâncias em metros (por exemplo: "uns vinte metros para frente"). Mas se você não sabe corretamente como direcionar uma pessoa cega, diga algo como "eu gostaria de lhe ajudar. Como é que devo descrever as  coisas?" Ele(a) lhe dirá. Ao guiar um (a) cego (a) para uma cadeira, guie a sua mão para o encosto da cadeira, e informe se a cadeira tem braços ou não. Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços. Uma pessoa cega é como você, só que não enxerga; trate-a com o mesmo respeito que você tratou uma pessoa que enxerga; Quando você estiver em contato social ou trabalhando com  pessoas com deficiência visual, não pense que a cegueira possa vir a ser problema e, por isso, nunca as exclua de participar permanentemente, nem procure minimizar tal participação.    Deixe que decidam como participar. Proporcione à pessoa cega a chance de ter sucesso ou de falhar, tal como qualquer outra pessoa. Quando são pessoas com baixa visão, proceda com o mesmo respeito, perguntando-lhe se precisa de ajuda, quando notar que ela está em dificuldade.

Lembretes importantes:

- O exame de vista pode ser feito
em crianças de qualquer idade.
- Usar óculos não enfraquece a vista.
- Estrabismo não se cura sozinho,
isto é, sem tratamento.
- Não espere a criança crescer para
procurar um oftalmologista.
- Miopia não se trata com exercícios
e sim com óculos.
- A cirurgia para miopia só pode
ser feita em adultos e não é
recomendada em pessoas com graus
altos.
- O uso de lentes de contato não
impede o aumento da miopia.
- Não se deve esperar que uma
criança com catarata congênita
cresça para ser operada.
- Nunca use colírios caseiros (leite,
limão, chá).
- Ver televisão de perto ou ler em
carros em movimento não faz mal
para os olhos, desde que isso não
cause mal- estar.
- Coçar demais os olhos pode causar
muitos problemas.
- Só use colírio com orientação médica.

Dr. Newton Kara José
O que você deve observar para descobrir se outras crianças têm problemas visuais?

- Modificações físicas na área dos olhos (pupilas brancas, vesguice, etc.).
                            
- Dificuldade de se locomover: tombos freqüentes, tropeções, esbarrões, etc.
- Dificuldade em copiar a matéria, ler e desenhar.

- Comportamento diferente do anterior: mais tímido, medroso, com medo de se expor, principalmente
em brincadeiras ao ar livre. Fica irritadiça.
- Observar se a criança aproxima objetos e livros dos olhos com freqüência.
- Observar se a criança tem aversão à luz ou necessita de muita luz para suas tarefas.
- Observar se a criança apresenta dor de cabeça, lacrimejamento ou desinteresse pelo que ocorre
a uma certa distância.

Nesses casos, o professor deve comunicar à direção da escola e pais, a necessidade da criança passar por exame oftalmológico.