"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre idéias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma." (Louis Braille)
quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Visão - Na infância & escola
A alta miopia, sub-luxação do cristalino ou luxação do mesmo ocasionam a baixa visão. A criança com baixa visão não é cega, mas enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos. Isto ocorre, devido a sub-luxação ou luxação do Cristalino. Você deve estimular seu filho(a) a usar a visão que lhe resta ao máximo.
Abaixo vai algumas dicas da Ortóptica Dra. Vera Kortaz Pires de Camargo que você deve ter durante o aprendizado(escola ou casa):
Síndrome de Marfan - Associação Marfan - Brasil – Estudos sobre síndrome de Marfan
Telefone (55 - 11) 3887.9168 - Conheça nossa Política de Privacidade
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Conheça a Associação Internacional sobre Síndrome de Marfan
Todo conteúdo deste site tem caráter estritamente informativo, e de maneira alguma substitui as informações do seu médico sobre síndrome de marfan.
Tradução - RPF Documentações
Ilustrações do site foram produzidas por Erika Onodera Designer
Telefone: (11) 9312 2494 E-mail: erikacristinao@yahoo.com.br
A alta miopia, sub-luxação do cristalino ou luxação do mesmo ocasionam a baixa visão. A criança com baixa visão não é cega, mas enxerga pouco, mesmo com o uso de óculos. Isto ocorre, devido a sub-luxação ou luxação do Cristalino. Você deve estimular seu filho(a) a usar a visão que lhe resta ao máximo.
Abaixo vai algumas dicas da Ortóptica Dra. Vera Kortaz Pires de Camargo que você deve ter durante o aprendizado(escola ou casa):
- Converse com a professora para que inclua seu filho(a) em todas as atividades da classe.
- Deixe a criança perto de janelas e do quadro-negro e na primeira fileira da sala. Também deve ser evitada posição em que haja muita reflexão de luz sobre a lousa. A coordenação da escola deve permitir que a criança levante-se para chegar perto da lousa ou mudar de lugar para copiar o que está escrito.
- Converse com a coordenação da escola para que permita que a criança grave a aula. A criança com baixa visão é mais vagarosa ao anotar itens da lousa.
- A escola deve permitir que a criança copie ou faça xerox do caderno anotações do colega. Cuidado para a criança ficar mal acostumada e não prestar atenção na aula. Converse com ela e explique o motivo de tal atitude.
- Utilize um apoio para ler e escrever.
- Permita que a criança use um caderno com pauta mais larga. Este caderno está a venda no Laramara - SP eles podem enviar pelo correio para todo Brasil. Caso você não tenha condições de adquirir faça o que segue:
- Para realizar jogos, por exemplo, existem dados com números, letras e baralhos em tamanho maior. Acesse o instituto Laramara - SP.
- Deixe a criança posicionar a cabeça, o olhar ou mesmo aproximar-se para examinar atentamente o objeto que não pode ver.
- Desenhos complexos com muitos detalhes são difíceis de serem totalmente vistos. Ajude a criança, caso ela tenha lição e converse com a professora, caso ela possa ter outros com menos detalhes.
- Use o de lápis 6-B, que é bem escuro, nas atividades de escrita, e caneta hidrográfica para contornar os desenhos; estes devem ser bem simples, evitando-se muitos detalhes.
- Livros com letras ampliadas;
- Os óculos devem estar sempre ajustados, limpos (lavar qdo necessário com sabonete liquido), nunca devem ser apoiados com as lentes para baixo, devem ser guardados dentro da caixa.
- No computador deixe a criança, caso não tenha auxílio óptico, ampliar as letras.
- Ir ao oftalmologista freqüentemente, pois após 7 anos de idade , o cérebro não aceitará quaisquer modificações nessa visão fraca , e nada( tratamento ou cirurgia) irá trazê-la de volta. Você deve levar seu filho a partir de 1 ano ao oftalmologista.
- Durante a leitura, o uso de uma régua(não transparente) para
marcar a linha ou uma cartolina preta com uma abertura no centro, quer
serve para destacar cada linha;
- Bonés podem ajudar a diminuir a reflexão excessiva da luz em ambiente externo.
- Lentes de ampliação:
O professor e os pais devem conhecer previamente o auxílio óptico do aluno e se conscientizar de sua utilidade, encorajando-o a usá-lo. Veja como a lenta pode ser utilizada
Para perto:
Utilizamos lentes que aumentam o tamanho da imagem, diminuímos o campo de visão,ou seja, a área focada é menor do que o normal.
Pode-se também fazer uso de lupas manuais (que podem ser levadas na mala da escol - ou de apoio, com aumentos variáveis que propiciem maior conforto
e eficiência na leitura. Devem ser mantidas próximas ao material de
leitura.
Nos casos de leitura prolongada, as lupas de apoio são de grande valia. Elas apresentam a vantagem de sua base já as colocarem na distância correta de utilização em relação ao material de leitura ou estudo, variando, assim, apenas a posição do olho do observador.
Para longe:
Utiliza-se as telelupas. Elas podem ser monoculares (em um olho) ou binoculares (nos dois olhos).
As monoculares podem ser presas ao pescoço por uma alça, evitando-se a perda da mesma.
A criança pode utilizar para observar o quadro negro, assistir à TV, reconhecer ônibus ou pessoas.
Quanto mais poderosa, menor é o campo de visão (área de visão) e exigem alguma destreza manual e treinamento para sua utilização.
Luminárias de apoio:
A luminária deve ter braços flexíveis e ajustáveis, a criança escolherá a posição mais confortável. Algumas crianças com baixa visão preferem não utilizar a incidência direta da luz, desta forma, deixe-a experimentar diversas posições e tipos de luminária até encontrar a mais adequada. Se for possível leve o caderno e teste na loja de compra de luminária a mais ideal. - Livros que explicam a baixa visão:
Existem vários livros com dicas valiosas sobre baixa visão. Clique aqui e conheça alguns títulos ou procure títulos sobre baixa visão na Internet ou em Livrarias.
Síndrome de Marfan - Associação Marfan - Brasil – Estudos sobre síndrome de Marfan
Telefone (55 - 11) 3887.9168 - Conheça nossa Política de Privacidade
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Todo conteúdo deste site tem caráter estritamente informativo, e de maneira alguma substitui as informações do seu médico sobre síndrome de marfan.
Tradução - RPF Documentações
Ilustrações do site foram produzidas por Erika Onodera Designer
Telefone: (11) 9312 2494 E-mail: erikacristinao@yahoo.com.br
Baixa visão: desvelando conceitos
"Uma
pessoa com Baixa Visão é aquela que possui um comprometimento de seu
funcionamento visual, mesmo após tratamento e/ou correção de erros
refracionais comuns e tem uma acuidade visual inferior a 20/60 (6/18,
0.3) até percepção de luz ou campo visual inferior a 10 graus do seu
ponto de fixação mas que utiliza ou é potencialmente capaz de utilizar a
visão para planejamento e execução de uma tarefa". segundo a Dra. Daena Nascimento Barros Leal,
baixa visão também pode ser chamado de ambliopia, visão subnormal ou
visão residual, é um pouco complexa em virtude da diversidade ou
intensidade de comprometimentos visuais (SÁ, 2007).
Baixa
visão é entendido também como o grau de aptidão do olho que tem a
capacidade des descrever formas e cores do ambiente e dos objetos.
Esses
comprometimentos visuais podem ser descritos desde uma simples
precepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual.
Vamos agora conhecer o que seja acuidade visual e campo visual:
Acuidade da visão
é "... a distãncia de um ponto ao outro em uma linha reta por meio do
qual um objeto é visto. Pode ser obtida através da utilização de escalas
a partir de um padrão de normalidade da visão" (Sá, pg. 17, 2007).
É o grau de aptidão do olho que tem a capacidade des descrever formas e cores do ambiente e dos objetos.
Esses
comprometimentos visuais podem ser descritos desde uma simples
percepção de luz até a redução da acuidade e do campo visual.
A
escala optométrica (figura abaixo) serve para medir a acuidade visual,
sendo um teste simples que deve ser aplicado por pessoas da área da
saúde ou para um diagnóstico siomple professores que realmente tenham
conhecimento de que forma podem utilizar com as crianças, pois existe
uma técnica para essa aplicabilidade..
A medida é um simples teste que serve na promoção e avaliação da saúde visual.
No
geral, se aplica para crianças acima de 4 anos de idade, mas também
pode ser aplicado as pessoas que não são alfabetizadas. Utilizando-se a
letra "E" solicitando que a mesma mostre seja por meio das mãos ou da
fala para que direção o símbolo está exposto.
Existe
também a Tabela de Snellen que consiste em ler as letras e que em cada
linha apresentada as letras vão diminuindo. Cada linha representa a uma
graduação da acuidade visual.
Tabela de Snellen
Cada
fileira é designada por um número, correspondente a distância na qual
um olho normal é capaz de ler todas as letras da fileira. Por exemplo,
as letras na fileira "40" são suficientemente grandes para que um olho
normal veja na distância de 40 pés.
Por convenção, a visão pode ser medida ou na distância de 20 pés (6 metros), ou ainda mais perto, a 14 polegadas de distância.
Para
fins de diagnóstico, a distância da acuidade é o padrão para
comparação, sendo sempre testado cada olho separadamente. A acuidade é
marcada com dois números (por exemplo, "20/40").
O
primeiro número representa a distância de teste em pés entre o quadro e
o paciente, e o segundo representa a fileira menor das letras que o
olho do paciente pode ler. 20/20 é uma visão normal; 20/60 indica que o
olho do paciente pode apenas ler letras suficientemente grandes numa
distância de 20 pés, o que um olho normal pode ler numa distância de 60
pés.
Para
que este diagnóstico possa ser de fato feito com responsabilidade,
volto a repetir que o profissional tem que está habiitado para
desenvolvê-lo pois precisa de uma prática para que se possa ter um
resultado verdadeiro.
O campo visual é "...a amplitude e a abragência do ângulo da visão em que os obejtos são focalizados"
Veja nesta figura como se caracteriza o nosso campo visual.
É
importante antes de abordar sobre a baixa visão, conhecer um pouco
sobre esses dois conceitos que são importantíssimos para a identificação
de uma pessoa com baixa visão.
Existem vários tipode de baixa visão como: degeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética, catarata e o quanto é importante conhecê-los para que em sala de aula ou no cotidiano, saibamos de que forma podemos auxiliar a pessoa com baixa visão seja nos estudos, no trabalho e ou em outras atividades.
Referência: Leal, Daena Nasciemento Barros. Conceito de Visão Subnormal. Sociedade Brasileira de Subnormal. http://www.cbo.com.br/subnorma/conceito.htm
Existem vários tipode de baixa visão como: degeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética, catarata e o quanto é importante conhecê-los para que em sala de aula ou no cotidiano, saibamos de que forma podemos auxiliar a pessoa com baixa visão seja nos estudos, no trabalho e ou em outras atividades.
Referência: Leal, Daena Nasciemento Barros. Conceito de Visão Subnormal. Sociedade Brasileira de Subnormal. http://www.cbo.com.br/subnorma/conceito.htm
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Fotos do Curso Baixa Visão em Uberaba
Professoras Clarice e Andreza
Professora Andreza
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Letramento e Braille
A IMPORTÂNCIA DO CONTATO INICIAL COM A LÍNGUA ESCRITA ATRAVÉS DO SISTEMA BRAILLE
Clarissa de Arruda Nicolaiewsky - Mestrado em Psicologia – UFRJ
Toda experiência que a criança tem, antes da sua
entrada no ambiente educacional, funciona como um "currículo oculto".
Assim, quanto maior a experiência que a criança tiver tido com a língua
escrita, maior a sua possibilidade de desenvolver a leitura e a escrita
com facilidade. Esse contato social com a língua escrita através de, por
exemplo, outdoors, rótulos de produtos, livros e revistinhas infantis, é
de extrema importância para que se dê o processo de alfabetização.
Trabalha-se hoje com o conceito de letramento, enfatizando-se a
importância da inserção dos indivíduos nas práticas sociais envolvendo a
leitura e escrita (Soares, 1998). Desta forma, aponta-se para a
necessidade de se promover o maior contato possível com a leitura e a
escrita, dentro e fora da escola, enfatizando sua função social.
No entanto, se uma criança for cega congênita, ela dificilmente terá contato com a linguagem gráfica existente ao seu redor. São raras as possibilidades de experiência com o Sistema Braille no cotidiano, geralmente reduzidas ao contato com embalagens de produtos farmacêuticos e painéis de elevadores. Dessa forma, dificilmente a criança cega terá tido acesso ao Sistema Braille antes de entrar na escola (Dodd & Conn, 2000). Além disso, pouca terá sido sua experiência com livros e pessoas que sirvam como modelos de leitores para ela (Lamb, 1996). Tais modelos são fundamentais para a aprendizagem da leitura e da escrita pela criança, pois além de possibilitarem uma compreensão das diferentes funções sociais da escrita, promovem estímulo e interesse pela leitura (Piñero, Quero & Díaz, 2003). As atividades de leitura e escrita realizadas pelos adultos no cotidiano são imitadas naturalmente pelas crianças que enxergam proporcionando-lhes, assim, o interesse pela escrita e o desenvolvimento da representação gráfica, o que não ocorre com a criança cega. Sendo o desenvolvimento da escrita tão importante no mundo atual e tendo a criança deficiente visual um contato mais restrito com a língua escrita, torna-se relevante o estímulo e a promoção de atividades e experiências com o Sistema Braille (Almeida, 2002).
Uma atividade importante para o contato da criança cega com o Sistema Braille é a utilização de livros em Braille onde a criança deve ir "lendo" com o dedo enquanto a história vai sendo contada pelo adulto, sendo que se a criança pára de movimentar o dedo, ele interrompe também a leitura (Nicolaiewsky, 2004). Esta atividade tem como objetivo desenvolver não apenas a compreensão pela criança do princípio alfabético, mas também a própria exploração tátil do Braille, dando função a esta exploração, além de desenvolver a orientação espacial na leitura e na escrita. Os livros podem ser confeccionados transcrevendo ou criando histórias curtas em páginas Braille que podem ser grampeadas no formato de um livro. Outra opção interessante de papel para a confecção dos livros é o uso de encartes de revistas ou jornais produzidos em forma de livretos por possuírem folhas mais grossas até do que a dos papéis utilizados para escrever em Braille. Pode-se, por exemplo, confeccionar um livro em Braille, junto com a criança, onde cada página tem um objeto amarrado referente ao que acontece no texto.
Uma sugestão bastante lúdica é a utilização de cartões em Braille onde podem estar descritas ações sonoras como, por exemplo, bater com os pés no chão, assobiar, estalar os dedos, ranger os dentes etc. Os cartões podem ser colocados dentro de um saco-surpresa e cada criança retira um e trilha a frase com o dedo enquanto a ação é lida para a criança que depois, juntamente com o adulto, realizam a ação descrita. Uma variação deste jogo é a utilização de cartões com nomes de animais para que sejam imitados os sons que fazem.
Outra possibilidade é a de se utilizar a leitura e a escrita em atividades de faz-de-conta. Por exemplo, podemos brincar com a criança de feirinha, onde ela "lê" a lista do que comprar, isto é, passa o dedo enquanto o adulto lê, e confere a lista, com ajuda, com os produtos encontrados.
Através de atividades como estas, e outras que possamos realizar juntamente com a criança, é possível proporcionar a criança cega um contato inicial com o Sistema Braille de forma que ela possa compreender a função da escrita e, desta forma, desenvolver curiosidade e interesse por seu aprendizado.
Referências
Almeida, M. G. (2002). Fundamentos da alfabetização: uma construção sobre quatro pilares. Revista Benjamin Constant, 22 (8): 13-21.
Dodd, B. & Conn, L. (2000). The effect of Braille orthography on blind children's Phonological Awareness. Journal of Research in Reading. vol. 23(1): 1-11.
Lamb, G. (1996). Beginning Braille: A whole language-based strategy. Journal of Visual Impairment and Blindness. vol. 90 (3): 184-189.
Nicolaiewsky, C. (2004). O Desenvolvimento de competências metalingüísticas e o aprendizado da escrita através do Sistema Braille. Monografia. Instituto de Psicologia. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pinero, D., Quero, F. & Diaz, F. (2003). O Sistema Braille. Em M. Martín & S. Bueno (coords). Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. (pp. 227-248). São Paulo: Livraria Santos Editora Ltda.
Soares, M. (1998). Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica.
Está na Rede
No entanto, se uma criança for cega congênita, ela dificilmente terá contato com a linguagem gráfica existente ao seu redor. São raras as possibilidades de experiência com o Sistema Braille no cotidiano, geralmente reduzidas ao contato com embalagens de produtos farmacêuticos e painéis de elevadores. Dessa forma, dificilmente a criança cega terá tido acesso ao Sistema Braille antes de entrar na escola (Dodd & Conn, 2000). Além disso, pouca terá sido sua experiência com livros e pessoas que sirvam como modelos de leitores para ela (Lamb, 1996). Tais modelos são fundamentais para a aprendizagem da leitura e da escrita pela criança, pois além de possibilitarem uma compreensão das diferentes funções sociais da escrita, promovem estímulo e interesse pela leitura (Piñero, Quero & Díaz, 2003). As atividades de leitura e escrita realizadas pelos adultos no cotidiano são imitadas naturalmente pelas crianças que enxergam proporcionando-lhes, assim, o interesse pela escrita e o desenvolvimento da representação gráfica, o que não ocorre com a criança cega. Sendo o desenvolvimento da escrita tão importante no mundo atual e tendo a criança deficiente visual um contato mais restrito com a língua escrita, torna-se relevante o estímulo e a promoção de atividades e experiências com o Sistema Braille (Almeida, 2002).
Uma atividade importante para o contato da criança cega com o Sistema Braille é a utilização de livros em Braille onde a criança deve ir "lendo" com o dedo enquanto a história vai sendo contada pelo adulto, sendo que se a criança pára de movimentar o dedo, ele interrompe também a leitura (Nicolaiewsky, 2004). Esta atividade tem como objetivo desenvolver não apenas a compreensão pela criança do princípio alfabético, mas também a própria exploração tátil do Braille, dando função a esta exploração, além de desenvolver a orientação espacial na leitura e na escrita. Os livros podem ser confeccionados transcrevendo ou criando histórias curtas em páginas Braille que podem ser grampeadas no formato de um livro. Outra opção interessante de papel para a confecção dos livros é o uso de encartes de revistas ou jornais produzidos em forma de livretos por possuírem folhas mais grossas até do que a dos papéis utilizados para escrever em Braille. Pode-se, por exemplo, confeccionar um livro em Braille, junto com a criança, onde cada página tem um objeto amarrado referente ao que acontece no texto.
Uma sugestão bastante lúdica é a utilização de cartões em Braille onde podem estar descritas ações sonoras como, por exemplo, bater com os pés no chão, assobiar, estalar os dedos, ranger os dentes etc. Os cartões podem ser colocados dentro de um saco-surpresa e cada criança retira um e trilha a frase com o dedo enquanto a ação é lida para a criança que depois, juntamente com o adulto, realizam a ação descrita. Uma variação deste jogo é a utilização de cartões com nomes de animais para que sejam imitados os sons que fazem.
Outra possibilidade é a de se utilizar a leitura e a escrita em atividades de faz-de-conta. Por exemplo, podemos brincar com a criança de feirinha, onde ela "lê" a lista do que comprar, isto é, passa o dedo enquanto o adulto lê, e confere a lista, com ajuda, com os produtos encontrados.
Através de atividades como estas, e outras que possamos realizar juntamente com a criança, é possível proporcionar a criança cega um contato inicial com o Sistema Braille de forma que ela possa compreender a função da escrita e, desta forma, desenvolver curiosidade e interesse por seu aprendizado.
Referências
Almeida, M. G. (2002). Fundamentos da alfabetização: uma construção sobre quatro pilares. Revista Benjamin Constant, 22 (8): 13-21.
Dodd, B. & Conn, L. (2000). The effect of Braille orthography on blind children's Phonological Awareness. Journal of Research in Reading. vol. 23(1): 1-11.
Lamb, G. (1996). Beginning Braille: A whole language-based strategy. Journal of Visual Impairment and Blindness. vol. 90 (3): 184-189.
Nicolaiewsky, C. (2004). O Desenvolvimento de competências metalingüísticas e o aprendizado da escrita através do Sistema Braille. Monografia. Instituto de Psicologia. Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Pinero, D., Quero, F. & Diaz, F. (2003). O Sistema Braille. Em M. Martín & S. Bueno (coords). Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. (pp. 227-248). São Paulo: Livraria Santos Editora Ltda.
Soares, M. (1998). Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica.
Está na Rede
Instituto Benjamin Constant
Sítio do Instituto Benjamin Constant, referência nacional em educação e atendimento a deficientes visuais.
Almeida, M. G. (2002). Fundamentos da alfabetização: uma construção sobre quatro pilares. Revista Benjamin Constant, 22 (8): 13-21.
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